Ostras II (somos máquinas de estrelas)


Lembranças que me apertem o peito,
o direito de sentir saudades tais,
ao ponto de não saber o que dizer.

Harmonia com a tristeza,
com a aflição, e até
com a solidão:
tudo que há pra lembrar
é apenas pela emoção.

Não somos conchas ocas
com restinhos do som do mar:
somos feitos de amores,
programados para amar tanto,
que nem a dor
pode nos matar,
não realmente.

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