220

O certo mesmo seria
a gente ter entrado em um acordo antes de terminar.
O certo mesmo seria
a gente ter recebido nada menos do que pudemos dar.

Sem justiça durante, não há amor;
sem respeito durante, também não.

O certo mesmo seria
a gente ter sido mais amigos do que amantes,
e bem que tentei te alertar.
Tentei frear enganado,
porque ao seu lado,
é queda, e como parar?

Perto do começo eu me sentia amado,
e perto do fim me sentia humilhado,
repetidamente
comparado, enganado,
reprimido e magoado.

O gosto amargo daquele fim,
reflexo da intensidade
de quem queria cair em mim,
mostrou grande peçonha
correndo
entre cada sim que te dei,
e cada sim que neguei
por dentro
para poder
estar bem contigo,
mesmo adoecido.

O certo mesmo seria
nunca termos sido dois,
pois nunca fomos um,
não no entendimento,
nem coração.

Tudo para quem tinha o amor,
e quase nada para quem amou.

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2 comentários sobre “220

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