Éramos uma e outra vez,
nativos sem uma tribo
caçando, sem emoção,
outro êxito, outra razão.

Números e preços e dados:
éramos escravos do futuro,
oprimidos pela aprovação social,
sufocados pelo limite do normal.

O que fazíamos não tinha sentimento,
não fazia o coração cantar,
e não éramos importantes
ao ponto de brindarmos cada momento:
a riqueza de estarmos aqui, agora,
juntos de verdade.

Até que veio o sinal e os olhos
voltaram a brilhar, e os sonhos,
cansados de esperar, tomaram
a forma, o controle e o seu lugar devido
na liberdade da expressão,
na realidade e no peito aberto,
para o reencontro
com a essência da beleza,
doação.

Somos sombra feitos para dançar na luz,
somos névoa feitos para pintar o vento,
somos baú do tesouro no fundo do mar,
abertos para inspirar os peixes a nadar
como nunca.

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