Pão

Não exatamente só
me fazes companhia,
no silêncio sai o nó
e reencontro a alegria.

Você consegue me ver,
criaste-me o ser:
como não me veria?

És a única certeza,
totalmente beleza:
pão vivo todo dia.

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Ligação

Oposição,
inverno
e verão
virão
e serão
passado.

Ao lado
e adentro,
o orgulho
superado
em anos
de luta,
agora ama
e escuta
os ecos
antes temidos,
reprimidos.

Da jornada
a companhia,
quem diria
nada contar
tanto.

Onde mora
a felicidade,
pequenos frascos
enfeitam
com mentiras,
com quereres,
com maldades
um ambiente limpo,
ideal para nascer
e crescer um amor
totalmente humano,
no qual a humildade
dilui facilmente
falhas e desenganos.